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    (2)ANASP_Newsletter_13 a 15.03.2015

    Mensagem por ANASP

    Portugal reforça presença militar no Golfo da Guiné

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    Portugal vai enviar um Navio de Patrulha Oceânico (NPO) para o Golfo da Guiné, que se vai juntar à fragata Bartolomeu Dias que zarpou para a região no final do mês de Fevereiro para a região. A proposta recebeu esta quinta-feira parecer favorável do Conselho Superior de Defesa e assume particular relevância dado o âmbito da missão.

    Tal como a Bartolomeu Dias, o patrulhão vai participar nos exercícios militares que a Marinha dos EUA tem promovido em África com a participação de forças de países europeus e de países africanos. Está prevista para Abril a partida deste navio. O Estado Maior das Forças Armadas descreveu como objectivo principal destes exercícios o “fortalecimento de parcerias marítimas globais através de actividades de formação e de colaboração para melhoraria da segurança marítima nas regiões do Golfo da Guiné e da costa ocidental africana”.

    Actualmente, estão empenhados nesses exercícios 172 militares portugueses, que fazem parte da guarnição da fragata. Com a chegada do patrulhão, o efectivo português nesses exercícios atingirá os 210 militares.

    Há algumas semanas, o embaixador norte-americano em Portugal, Robert Sherman, defendeu a criação em Lisboa de um Centro de Segurança Marítima “com liderança portuguesa” por entender que “os portugueses têm mais conhecimento técnico nessa área que nós”. O Golfo da Guiné tornou-se uma preocupação para o Ocidente quando a instabilidade regional juntou casos de pirataria aos problemas relacionados com o tráfico de drogas e o crime organizado.

    Mas o reforço da presença militar portuguesa em África não se esgota nos meios da Marinha. O conselho Superior deu também o seu aval ao envio de oito militares para a missão da União Europeia na República Centro-Africana. Actualmente, Portugal tem 50 militares e um avião de transporte C-295 no Mali, no âmbito de uma missão das Nações Unidas. A que há a acrescentar outros nove que fazem parte da missão de treino militar promovida pela União Europeia.

    A República Centro-Africana é palco de violências interreligiosas desde que o presidente François Bozizé foi afastado do poder, em Março de 2013, por uma coligação predominantemente muçulmana, a Séléka. A reunião avaliou também a "situação das Forças Nacionais actualmente destacadas em diversos países da Europa, Médio Oriente e África, cumprindo missões de apoio à paz e de carácter humanitário, no âmbito da União Europeia, da ONU e da Aliança Atlântica". (Público)



    RC6 pronto a integrar missões no Kosovo e Lituânia

    A aptidão que o Exército Português tem para gerar forç̧as, adequadamente treinadas e equipadas, e projectá-las para os teatros de operações onde irão desempenhar as suas missões foi elogiada pelo Chefe de Estado-Maior do Exército, General Carlos Jerónimo no seu discurso na cerimónia de investidura dos estandartes nacionais às forças do Regimento de Cavalaria 6 (RC6) que já no final deste mês partirão para o Kosovo e a Lituânia, em missões da NATO.

    Na cerimónia que decorreu ontem, no RC6, em Braga, o General Carlos Jerónimo falou das várias ameaças no contexto internacional, considerando que “a ameaça prevalecente nos dias de hoje continua a ser a típica dos cenários de conflito não convencional. Contudo, a recente evolução da situação na Europa, com a utilização de forma bem-sucedida de um modelo de guerra híbrida, fundamentada na utilização de meios de propaganda com vista à criação de uma realidade alternativa, conjugada com a utilização de forças militares descaracterizadas, configura o perigo latente do regresso a uma conflitualidade de nível convencional”.

    É neste contexto global que o Exército Português vai projectar duas unidades para dois teatros de operações distintos, no continente europeu: o Kosovo e a Lituâ̂nia. No Kosovo, Portugal está presente com Forças Nacionais Destacadas desde 1999, tendo reconhecido a sua independê̂ncia em 2008. Apesar de terem passado seis anos desde esta data, a situação, apesar de calma, continua tensa com a eclosão de incidentes esporá́dicos. A projecção do Grupo de Auto-Metralhadoras insere-se no quadro da missão da KFOR da NATO, onde, atravé́s da presenç̧a militar, se pretende o estabelecimento e manutenção da paz, garantindo um ambiente seguro e estável.

    Já a missão na Lituânia nasce, na Cimeira de Gales, da necessidade de reforç̧ar a segurança dos novos países da Aliança Atlâ̂ntica do leste europeu, face aos preocupantes desenvolvimentos ocorridos em paí́ses que anteriormente estavam sob a influê̂ncia da cortina de ferro.

    A ‘RECCE COY’ Portuguesa vai contribuir para a manifestação de medidas imediatas de afirmação da NATO, de forma a demonstrar a coesão e o esforç̧o de defesa colectiva da Alianç̧a bem como a sua capacidade de dissuasão, contra qualquer ameaç̧a de agressão. Neste contexto, vai actuar em território de um país soberano, membro da NATO. (Correio Minho)



    Conselho Superior de Defesa aprova envio de militares para República Centro-Africana

    O Conselho Superior de Defesa deu parecer favorável à participação portuguesa na operação da União Europeia na República Centro-Africana, com oito militares, numa missão de um ano.

    O Conselho, presidido pelo Chefe de Estado, Cavaco Silva, que é o Comandante Supremo das Forças Armadas, deu parecer favorável à proposta do Governo de “participação de oito militares, durante um ano, na operação da União Europeia na República Centro-Africana, para apoio às autoridades deste país e da gestão das suas forças armadas”, foi divulgado em comunicado.

    Aquele órgão deu ainda parecer favorável à “participação adicional de um navio patrulha oceânico, no âmbito da missão no Golfo da Guiné, aprovada na anterior sessão do Conselho”.


    Na reunião foi debatida a “situação das Forças Nacionais actualmente destacadas em diversos países da Europa, Médio Oriente e África, cumprindo missões de apoio à paz e de carácter humanitário, no âmbito da União Europeia, da ONU e da Aliança Atlântica”.

    O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, tinha anunciado na segunda-feira que o Conselho Superior de Defesa Nacional iria analisar a possibilidade de as Forças Armadas Portuguesas participarem na missão da União Europeia na República Centro-Africana.

    A República Centro-Africana é palco de violências interreligiosas desde que o presidente François Bozizé foi afastado do poder, em Março de 2013, por uma coligação predominantemente muçulmana, a Séléka.

    Desde o início da intervenção francesa no país – a operação ‘Sangaris’ foi lançada em Dezembro do mesmo ano -, a violência entre as milícias cristãs ‘antibalaka’ (antimachete, em língua sago) e a Séléka multiplicaram-se, levando a crise do golpe de Estado a uma “crise inter religiosa”.

    Para além do Presidente da República, o Conselho Superior de Defesa é composto pelo primeiro-ministro, pelos titulares das pastas da Defesa, dos Negócios Estrangeiros, da Administração Interna, das Finanças, da Indústria e Energia e dos Transportes e Comunicações.

    Têm também assento os quatro chefes militares das Forças Armadas, os representantes da República para as Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira, os presidentes dos Governos Regionais dos Açores e da Madeira, o presidente da Comissão Parlamentar de Defesa e dois deputados da Assembleia da República. (Observador)



    Nato-Rússia: Guerra Fria, versão século XXI

    Estamos em Narva, na Estónia, a poucos quilómetros da fronteira russa. Na parada para celebrar os 25 anos da independência do país, dois blindados norte-americanos Stryker desfilam ao lado das forças armadas da Estónia. No desfile participaram também cerca de cem soldados da NATO. Britânicos, holandeses, espanhóis ou ainda das vizinhas Letónia e Lituânia.

    A crise ucraniana provocou uma degradação nas relações entre a Rússia e os ocidentais. Moscovo vai fazendo demonstrações de força, com exercícios militares como o feito perto da fronteira ucraniana, em Fevereiro. Nos últimos dias, foram feitos vários com caças-bombardeiros, mais a norte, no mar de Barents. Considerado estratégico por Moscovo, banha a Noruega, país membro da NATO.

    Os bombardeiros russos chegaram a aproximar-se do espaço aéreo do Reino Unido. Um Tupolev da Força Aérea Russa teve de ser escoltado por um Typhoon da Royal Air Force. Aconteceu no dia 31 de Outubro.

    O artigo 5 do Tratado do Atlântico Norte diz que, no caso de ataque contra qualquer país membro da aliança, todos os 28 membros são obrigados a ir em defesa.

    Esta guerra fria, versão século XXI começa a preocupar também os países neutros, como é o caso da Finlândia, que partilha 1300 quilómetros de fronteira com a Rússia: “É importante que na próxima legislatura não se exclua a possibilidade de pedir a adesão à NATO. Tal como o actual governo excluiu essa possibilidade, é importante, do ponto de vista da segurança e da política, que o próximo governo deixe a opção em aberto”, disse o primeiro-ministro finlandês Alexander Stubb.

    No início de Fevereiro, a NATO decidiu reforçar o flanco oriental, ao criar uma força de intervenção rápida com 5000 efectivos e seis postos de comando na Europa de leste. No Mar Negro, face à Crimeia anexada por Putin há um ano, a NATO faz vários exercícios, também como resposta à actividade militar russa na região. (Euronews)



    Exército ‘preparado para combater o terrorismo’

    “O Exército português está preparado para combater o terrorismo dentro e fora do território nacional”, afirmou hoje ao SOL o chefe do Estado Maior, general Carlos Jerónimo.

    Hoje, dois galegos suspeitos de terrorismo em Espanha foram detidos pelo SEF no aeroporto Francisco Sá Carneiro, no Porto, quando tentavam embarcar num voo para a Venezuela.

    “Temos pessoal preparado nas nossas forças de operações especiais para enfrentarmos eventuais ameaças terroristas”, salienta Carlos Jerónimo. “Somos um instrumento que, no caso de eventualmente a situação de ameaça piorar, entraremos em cooperação com as outras forças de segurança. Estão tipificadas na lei as situações que permitem a actuação das Forças Armadas Portuguesas no quadro interno e no quadro externo”, acrescentou.

    Recorde-se que, em França e na Bélgica, depois dos ataques que ali se verificaram no início do ano, as Forças Armadas estão a patrulhar as ruas, em complemento com as forças policiais.

    O chefe de Estado Maior do Exército ao SOL em Braga, no fim da cerimónia de investidura dos estandartes nacionais às forças do Regimento de Cavalaria 6 que entre Março e Abril deste mês partirão para o Kosovo e a Lituânia, em missões da NATO. (Sol)



    Primeiro-ministro considerou que a criação de exército europeu "está longe"

    "Nós sempre estivemos em acordo com um reforço do pilar de defesa dentro da União Europeia (UE), porque é importante para assegurar a sua segurança e defesa, mas estamos muito longe de ter qualquer exército europeu", afirmou hoje Pedro Passos Coelho.

    No entanto, o chefe de Governo disse esperar que "a UE não repouse excessivamente na ideia de que temos uma participação dos países da NATO e que isso é suficiente para os americanos defenderem a Europa se for necessário".

    Para Passos Coelho, a UE "tem a obrigação" de se defender das ameaças externas, recusando que esse dever seja "repousado nos Estados Unidos".

    O primeiro-ministro falava no debate parlamentar que decorreu esta tarde sobre o próximo Conselho Europeu, marcado para a próxima semana, respondendo ao secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, que o questionou sobre a posição do Governo quanto à formação de um exército único europeu.

    No domingo, o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, disse ser a favor da criação de um exército europeu, considerando que isso contribuiria para desenhar uma política externa e de segurança comuns perante países como a Rússia. (NM)



    Homossexualidade era uma "contra-indicação" do Exército

    A homossexualidade era uma "contra-indicação" para quem tinha intenção de ingressar no Exército. Para além desta informação, disponibilizada no site do ramo, um militar não pode ser obeso, alcoólico ou consumidor de drogas. 

    Segundo o i, o porta-voz do Exército garantiu que a orientação sexual não é impedimento para alguém se tornar num militar e considerou que a inclusão da homossexualidade na lista de contra-indicações é "um lapso, isolado, e que será prontamente rectificado". O tenente-coronel João Góis Pires garante que "a opção sexual não consta nas tabelas em vigor. Não há conhecimento de que algum(a) candidato(a) tenha sido considerado(a) como inapto(a)/incapaz com base no exposto". 

    O constitucionalista Pedro Bacelar de Vasconcelos considera que a informação no site "é inconstitucional e inaceitável" de acordo com o artigo 13º da Constituição Portuguesa que estabelece que ninguém pode ser privado ou beneficiado de qualquer direito devido à sua orientação sexual.

    O suicídio de um militar, durante a semana passada, na Base Aérea de Beja, após ter sido alvo de comentários homofóbicos, levou também à discussão da questão da homossexualidade nas forças armadas.(S)



    Estados Unidos vão enviar 'drones' para ajudar exército ucraniano

    O exército ucraniano vai continuar a receber o apoio do governo dos Estados Unidos para combater as forças separatistas apoiadas pela Rússia.

    O vice-presidente americano Joe Biden confirmou ao presidente ucraniano Petro Poroshenko que irão ser enviados pequenos ‘drones’ e veículos blindados Humvee.

    O objectivo é patrulhar terrenos em disputa e defender algumas cidades ‘chave’.

    O valor estimado do equipamento ‘emprestado’ pelo governo norte-americano é superior a 71 milhões de euros. [size=14](
    NM)



    O 11 de Março 1975

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    No papel o plano seria assim:neutralizar o Regimento de Artilharia Ligeira 1 (RAL1), que dominava os acessos a Lisboa pelo Norte, com um cerco feito por um pequeno grupo de pára-quedistas transportados de helicóptero. Estes seriam apoiados por aviões T-6 armados, tal como um outro grupo de pára-quedistas, transportado para a base número 1 da Portela. Os T-6 fariam ainda voos rasantes intimidatórios sobre o RAL1 garantindo que o acesso norte a Lisboa estaria livre para os carros de combate da Escola Prática de Cavalaria de Santarém, então a avançar sobre Lisboa. Seguir--se-ia a ocupação de infra-estruturas vitais. Há 40 anos este plano (ou parte dele) avançou mas nada correu como previsto. 

    Portugal vivia a época conturbada do pós-25 de Abril, período que, tal como na definição de revolução de Charles Tilly, historiador e sociólogo, passou pela “transferência forçada de poder, durante a qual pelo menos dois grupos distintos de contendores têm pretensões incompatíveis ao controlo do Estado”. Desde Setembro de 1974 que um destes grupos estava em ascendência: a “deriva comunista” da revolução portuguesa iniciou-se com o 28 de Setembro, que, à imagem do 11 de Março, teve o cunho das “aventuras impensadas”de António de Spínola, que em ambos os casos facilitaram a disseminação das visões mais extremistas entre a população, silenciando os moderados. “A sociedade portuguesa em 1975 era simplesmente demasiado anárquica, variada, activa e inconstante para que um qualquer centro fosse capaz de lhe impor um rumo coerente e continuado no tempo”, define António José Telo(“História Contemporânea de Portugal, vol. 1”, Presença), que punha nestes avanços a razão para o centro ter caído temporariamente para o radical. 

    O 28 de Setembro foi o dia marcado por Spínola para a manifestação da “maioria silenciosa”. O militar mais associado à direita da revolução, “não podendo ser eleito, queria ser aclamado. O MFA resolveu impedi--lo. Depois de uma dramática contagem de espingardas, na noite de 27 para 28 de Setembro, Spínola desistiu da manifestação” (Rui Ramos, “História de Portugal”, Esfera dos Livros). A organização do movimento spinolista levou, porém, a uma reacção idêntica pelo PCP, que ajudou o MFA no bloqueio dos acessos a Lisboa – muitos latifundiários do Alentejo estavam com Spínola e/ou contra a ideia socialista de reforma agrária. A tentativa de Spínola de se ver aclamado levou à inclinação da revolução à esquerda, que no rescaldo dos eventos fez vingar a ideia de que “tinha defendido a nova situação contra um imaginário ‘regresso ao fascismo’”, diz Rui Ramos. 

    A ideia do regresso ao fascismo foi amplamente propagada nos meios de comunicação, tendo no entanto uma base, como o facto de muitas das grandes famílias “do capital” terem financiado o 28 de Setembro: os trabalhadores do então Banco Espírito Santo e Comercial de Lisboa detectaram e denunciaram “os apoios dados por aquela instituição de crédito ao Partido do Progresso e ao Partido Liberal”, da direita conservadora e envolvidos na manifestação, “bem como o financiamento de materiais de propaganda e de meios de transporte alugados para a manifestação”, denúncias que surgiam já por cima da acusação de desvios de fundos para contas da família Espírito Santo e movimentos semelhantes noutros bancos (Ricardo Noronha, “Greves e Conflitos Sociais em Portugal no Século XX”, Colibri), que motivavam o medo do regresso do fascismo. Com o fracasso da “maioria silenciosa”, Spínola demite-se, a 30 de Setembro, e Costa Gomes sucede-lhe. 

    A partir do final de Setembro, o PCP ganha um novo ascendente sobre os acontecimentos, obrigando os partidos do centro –PS e PPD – a conterem-se. O PS aproxima-se de Costa Gomes, o PPD escolhe como lema do primeiro congresso a “Solução Socialista” e apaga-se ainda mais com a perda temporária de Sá Carneiro em 1975. Ambos ficam condenados a assistir à ofensiva da via mais socializante, agora reforçada com um maior domínio dos movimentos sindicais e das autarquias. Crescem então as acusações de “sabotagem económica” por parte das empresas, que precedem o aumento da intervenção estatal nas mesmas a partir de Novembro. Em Janeiro de 1975, Mário Soares vem a público denunciar “a escalada do domínio que o PCP deseja exercer sobre a sociedade portuguesa” e, gradualmente, os moderados vão recuperando o espaço perdido com o 28 de Setembro – algo visível por exemplo no facto de o Plano Melo Antunes não prever nacionalizações. Mas depois veio Março. 

    Em Janeiro de 1975 nasceu em Espanha o Exército de Libertação de Portugal (ELP), “declarando-se disposto a combater a ‘ditadura comunista’ em Portugal”, organização cujo sector de informações estava a cargo de Barbieri Cardoso – ex-PIDE, envolvido no assassinato de Humberto Delgado. “O ELP será infiltrado muito cedo por elementos ligados ao MFA”, que tomam “conhecimento [a 19 de Fevereiro] de que havia planos para vagas movimentações de repor Spínola no poder”, que viriam a verificar-se “muito semelhantes ao executado no 11 de Março”, conta António José Telo. Spínola já tinha inclusive preparado o discurso para o pós-golpe –“Fui de novo chamado a assumir as responsabilidades da presidência...”. Tudo se terá precipitado aquando da explosão dos rumores sobre a “matança da Páscoa”, uma lista que teria centenas de nomes de civis e militares que o PCP se preparava para abater, incluindo Spínola. Nem este nem os seus apoiantes duvidaram da existência da lista e procuraram a antecipação.Porém, “do lado spinolista tudo era feito na forma descentralizada e amadora que era já habitual”, diz o mesmo historiador. 

    Em entrevista à “Newsweek”, já em Novembro de 1975, Spínola conta que foi o receio da “matança da Páscoa” que o levou a refugiar-se em Tancos na madrugada de 11 de Março. Ali, acompanhado por militares da sua confiança, foi-lhe garantido que estava em marcha um plano para dar a volta à situação. Era já demasiado tarde para recuar, salienta. O plano terá sido elaborado durante a madrugada, partindo de ideias já existentes e (também)a pressa terá determinado o fracasso:os T-6 saíram de Tancos e atacaram o RAL1 – quando deviam ameaçar apenas – e os pára-quedistas tentaram cercar o mesmo mas no RAL1 já havia quem estivesse de sobreaviso. Depois as unidades com que Spínola contava para apoio adicional não partem para a rua, com Salgueiro Maia a recusar a aventura, tal como Jaime Neves. 

    O desfecho da tentativa de golpe é, no mínimo, caricato:a única acção é o ataque ao RAL1, onde os militares acabam aos abraços com os pára-quedistas que os cercavam, uns e outros invocando obedecer a ordens do mesmo Presidente, tudo isto com câmaras a filmar. Spínola foge para Badajoz a meio da tarde. Menos caricata foi a nova volta que o país dá pós-11 de Março, com novo ocaso dos moderados e recrudescimento do PCP, tal como em Setembro. Este desfecho, assim como o pré-aviso existente sobre o golpe spinolista, levanta a questão dos rumores da “matança da Páscoa”, já que estes não terão sido mais que uma forma de precipitar Spínola para novo golpe, fazendo-o escorregar na casca de banana posta à sua frente. O 11 de Março acaba por anular os ganhos recentes das vias moderadas e dias depois Cunhal ameaça Soares – ou te juntas a nós ou és eliminado “como a direita” – e o centro percebe que o tempo é de ir com a corrente. (I)



    IDD leva empresas portuguesas a Madrid à HomSec 15

    A Secretária de Estado Adjunta e da Defesa Nacional recebeu esta terça-feira o Ministro do Interior de Espanha no Pavilhão da IDD-Plataforma das Indústrias de Defesa, na Feira Internacional de Defesa e Segurança HomSec 15, imediatamente após a cerimónia de inauguração do certame, onde Portugal tem o estatuto de nação convidada.

    Jorge Fernández Diaz tomou contacto com a realidade portuguesa no âmbito das Indústrias de Defesa e Segurança. No espaço da IDD estão representadas, a Lavoro, a Noras Performance, a Glexys, a Oceanscan, a Protactical, a Fibrenamics, a Sciencentris, a Penteadora e a AnubisNetwork e o CITEVE, nove empresas de sectores tão variados como o calçado ou os drones submarinos e um instituto que agrega várias empresas da indústria têxtil e do vestuário.

    Dirigindo-se aos empresários presentes, a Secretária de Estado Adjunta e da Defesa Nacional manifestou a “grande esperança que o Ministério da Defesa Nacional deposita no trabalho das indústrias de Defesa” e o “optimismo” com que encara esta nova fase do relacionamento com as empresas, através da IDD, uma entidade que lhes “permite ganhar escala para se promover a internacionalização e projetá-las para outros mercados”.

    “O envolvimento do Governo nesta espécie de parceria para atingir estes objectivos não tem de envolver participação no capital das empresas mas dá um aval muito importante nestes mercados em que, a nível internacional, existe uma grande componente institucional, Estado a Estado”, realçou Berta Cabral.(Defesa)

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    Angola e Reino Unido analisam cooperação militar

    O ministro da Defesa Nacional João Lourenço reúne-se hoje, 10, com director para os Assuntos Multilaterais do Reino Unido. A cooperação entre os dois países tem conhecido alguns progressos nos últimos anos, mas as autoridades angolanos pretendem estreitar esse relacionamento.

    Entre os temas a serem abordados hoje, deve estar o pedido feito pelo Ministério da Defesa para a formação de militares angolanos em língua inglesa.

    O adido de Defesa do Reino Unido acreditado em Angola, que vive em Pretória, John Mccardle afirmou que “existem muitas oportunidades de cooperação no domínio da formação, que Angola pode aproveitar e melhorar”. “Temos algumas instalações criadas a nível da região austral e parcerias com alguns países na área da formação e era bom elevarmos esse nível de cooperação com Angola”, disse. (VA)



    Empresas portuguesas apresentam novidades na área da Defesa em feira de Madrid

    Novos coletes balísticos mais leves ou drones subaquáticos que já equipam a marinha russa são algumas das novidades tecnológicas que as empresas portuguesas apresentam no Salão Internacional de Tecnologias de Segurança Nacional, que arrancou nesta terça-feira em Madrid.

    Reunidas no stand da idD - Plataforma das Indústrias de Defesa Nacionais, dez empresas portuguesas de pequena e média dimensão trouxeram o que de melhor se faz em Portugal em áreas como o têxtil, telecomunicações de defesa e segurança ou mesmo a robótica subaquática.

    Um dos produtos é um novo tipo de colete balístico que "substitui as placas de cerâmica usadas nos coletes anti-bala tradicionais por malhas 3D revestidas", contou à agência Lusa Ana Barros, do CITEVE (Centro Tecnológico de Têxtil e Vestuário).

    "A grande vantagem do novo colete é que tem muito menos peso"
    , explicou a mesma responsável.

    O projecto de âmbito europeu - liderado por um consórcio semelhante espanhol, mas com participação portuguesa - está a ser desenvolvido há um ano, e ainda não tem prazos para ser colocado no mercado.

    Já em fase de conclusão está um novo fato com sistema de climatização frio e quente, este um projecto inteiramente nacional.

    "É um sistema patenteado, com circulação de água que arrefece o corpo do soldado até aos 15 graus e aquece até aos 40. Estará finalizado em Abril" para ser disponibilizado a eventuais clientes, disse Ana Barros.

    Também a nível europeu, com a Agência Europeia de Defesa, a CITEVE tem trabalhado no Aclitexsys, um outro projecto de refrigeração individual do soldado.

    O CITEVE reúne várias empresas portuguesas e, nos projectos de defesa, colabora com as forças armadas nacionais.

    Noutro ponto do stand, Alexandre Sousa apresenta um drone subaquático com o nome "Light Autonomous Underwater System".

    Projeto da OceanScan, o drone está equipado como sensores e sonar e pode ser programado para fazer percursos subaquáticos de monitorização de solos, de espécies marinhas e, em contexto militar, operações anti-minas.

    "Já equipamos a Marinha Russa, a Marinha Portuguesa e em Março vamos fechar novo contrato com a Marinha da Lituânia", contou Alexandre Sousa.

    O drone funciona até 100 metros de profundidade, não implica ser controlado à distância e, no caso da Marinha Russa, desempenha funções de "Busca e Salvamento".

    O produto é de duplo uso (militar e civil) e funciona com engenharia totalmente portuguesa, mas com componentes estrangeiros (computador de bordo, baterias ou sonar).

    A empresa, acrescentou Alexandre Sousa, conta desenvolver um outro drone para profundidades maiores, até 500 metros.

    Presente na inauguração do stand português, a secretária de Estado da Defesa, Berta Cabral, enalteceu o "potencial humano" das empresas portuguesas do sector, um factor que as diferencia da concorrência.

    "São empresas com muito conhecimento e que por vezes dão saltos para a internacionalização através de participações com empresas de maior dimensão", disse a responsável, acrescentando que, por isso mesmo, "são muito apetecíveis".

    Para Berta Cabral, "são vários os exemplos de start-ups e de empreendedorismo que depois se lançam no mercado internacional".

    "Essa é a grande diferença: o capital humano, a formação. (...) A maior parte destas empresas nasceu de projectos de investigação ligados às forças armadas e às suas academias, que depois em parceria com universidades e com empresas se projectaram, transformando o "saber" em "saber fazer", realçou a secretária de Estado.

    Na HOMSEC2015, que decorre até quinta-feira, estão 10 empresas: Anubis, CITEVE, Sciencentris, Fibrenamics, Latino Confecções, OceanScan, Penteadora, Glexys, Noras Performance e Lavoro.

    A nível global a feira de Madrid, uma das maiores deste sector na Europa, reúne mais de 160 delegações e expositores, esperando mais de 10 mil visitantes. (Público)


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