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    ARTIGOS_21-04-2014

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    22042014

    ARTIGOS_21-04-2014

    Mensagem por ANASP

    [size=32]ARTIGOS[/size]

    Número de militares diminuiu 85% em 40 anos

    O número de efectivos das Forças Armadas diminuiu 85% em 40 anos de democracia, após a revolução que pôs fim à Guerra Colonial, de 243 mil em 1974 para cerca de 35 mil em 2010.

    Em 1974, as Forças Armadas contabilizavam 243.795 efectivos, dos quais 216.195 no Exército, 17.600 na Marinha e 10 mil na Força Aérea, de acordo com os números fornecidos pelos ramos à agência Lusa.

    Os historiadores militares Aniceto Afonso e Carlos Matos Gomes contam, no livro editado pela Quidnovi «A revolta dos capitães e o fim da guerra», de 2009, que a chegar-se ao 25 de Abril, o número de efectivos militares na guerra «atingia os 170 mil».

    Hoje, os efectivos das Forças Armadas não ultrapassarão os 34 mil, número que irá descer para entre 30.000 a 32.000 até ao ano de 2020. Este é o objectivo fixado no documento estratégico Defesa 2020, uma reestruturação orientada pelo mote «menos forças, melhores forças».

    Segundo os dados do último anuário da Defesa Nacional disponível, de 2010, havia 35.057 militares no activo: 18.351 do Exército, 9.584 da Marinha e 7.122 da Força Aérea.


    «Com a entrada em vigor da Constituição de 1976 e a confirmação dos partidos como protagonistas do processo de consolidação da democracia, a organização das Forças Armadas Portuguesas encaminhou-se para o modelo corrente nos outros países da NATO», salienta a socióloga Maria Carrilho, no livro «Portugal, 20 anos de Democracia», publicado em 1994.

    Os marcos principais na evolução das Forças Armadas após a estabilização política foram o fim do Serviço Militar Obrigatório (SMO) e a passagem para a profissionalização, a entrada de mulheres e a participação em missões militares no estrangeiro.

    A redução de efectivos, já verificada desde os anos 1980, acompanha a tendência de outros países da Aliança Atlântica no fim da Guerra Fria: com o colapso do bloco soviético, perde sentido a constituição de grandes exércitos prontos para uma guerra à escala global, como refere um estudo publicado pelo Instituto de Defesa Nacional em 2008.

    Em dez anos, Portugal e os outros países europeus da NATO reduziram em meio milhão o número de militares: de 3,5 milhões em 1990 para três milhões em 2000, aponta-se no mesmo estudo, da autoria de António Cardoso.

    Determinante para a redução dos efectivos militares - verificada nos quadros permanentes e nos regimes de contrato e de voluntariado - foi o fim do Serviço Militar Obrigatório que começou a desenhar-se em 1991, quando foi reduzido para quatro meses.

    A obrigação de prestar serviço militar foi retirada da Constituição da República na revisão de 1997 e ficou consagrado na Lei do Serviço Militar de 1999 que acabaria em 2004.

    Em 2003, segundo dados do anuário da Defesa Nacional, havia 39.903 militares no activo: 10.579 na Marinha, 22.077 no Exército e 7.247 na Força Aérea.

    Dez anos antes, em 1993, o total dos efectivos era de 80.805 (dos quais 45.975 provenientes do Serviço Militar Obrigatório).

    O ano de 2004 é o primeiro da profissionalização efectiva: em maio verifica-se a última incorporação dos mancebos para o Serviço Militar Obrigatório - cerca de 3.800 -, que sairiam em Setembro.

    Dados provisórios relativos a 2013 a que a Agência Lusa teve acesso apontam para cerca de 34.000 militares em efectividade de serviço.

    Outro dos marcos na evolução da organização das Forças Armadas foi a entrada de mulheres, que começou em 1988 com a admissão de duas candidatas ao curso de piloto na Academia da Força Aérea.

    Em 1991, ficou consagrada na Lei do Serviço Militar a entrada de mulheres e generalizaram-se os ingressos, de algumas dezenas no princípio, existindo cerca de quatro mil o ano passado.

    Desde o início da década de 1990, as Forças Armadas ganharam projecção internacional com a participação em missões militares exteriores no âmbito da NATO, Nações Unidas e União Europeia, em vários continentes.

    Em 1992, Portugal colocava 10 militares nas missões da NATO, Nações Unidas e União da Europa Ocidental[size=17]. (TVI24)



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    Marinha e Força Aérea em exercício naval no Golfo da Guiné até dia 23
    Uma fragata da Marinha e uma aeronave P3-C Orion da Força Aérea iniciaram hoje a participação na fase de mar de um exercício multinacional no Golfo da Guiné, que visa "fomentar a segurança na região".

    De acordo com o Estado-Maior-General das Forças Armadas (EMGFA), o exercício "Obangame Express 14", que se realiza até ao próximo dia 23, conta com a presença de 21 países dos continentes europeu, americano e africano.

    O exercício visa "promover a cooperação entre os países participantes" e "reforçar a capacidade dos países africanos da região no combate às ameaças que se desenvolvem no ambiente marítimo, em particular a pirataria e o tráfico ilícito", refere o EMGFA, em comunicado.

    Na fase de mar do exercício, "serão treinadas técnicas de abordagem e vistoria com acções de emergência médica e busca e salvamento marítimo" e "testadas as capacidades de comando e controlo e comunicações dos diferentes meios envolvidos".

    A fragata Bartolomeu Dias tem embarcados 186 militares, incluindo uma equipa de fuzileiros, e também 16 elementos da Guarda-Costeira de São Tomé e Príncipe.

    O exercício OBANGAME EXPRESS é um dos quatro exercícios anuais realizados em África pela marinha norte-americana e integra o programa "Africa Partnership Station".
    [size=14] Lusa/SOL




    GNR tem novo comandante-geral
    O tenente-general Manuel Mateus Costa da Silva Couto tomou posse esta segunda-feira como comandante-geral da Guarda Nacional Republicana.

    A nomeação do ex-responsável pela Autoridade Nacional de Proteção Civil ANPC)foi proposta pelo Governo ao Conselho de Chefes de Estado-Maior, que deu parecer favorável por unanimidade.

    Nascido em Lisboa, em 1957, casado e com dois filhos, Manuel Couto sucede a Newton Parreira, que atingiu o limite de idade.

    Manuel Couto está habilitado com o Curso de Cavalaria da Academia Militar, Curso de Promoção a Capitão da Escola Prática de Cavalaria, Curso Geral de Comando e Estado-Maior, Curso de Estado Maior do Instituto de Altos Estudos Militares e Curso de Promoção a Oficial General do Instituto de Ensino Superior Militar.

    É também Licenciado em Engenharia Geográfica pela Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, tendo sido chefe do Centro de Produção Cartográfica e, posteriormente, diretor do Instituto Geográfico do Exército.

    Da sua folha de serviços constam 14 louvores, possuindo ainda a medalha de mérito militar com distintivo branco, atribuída por Espanha.

    A escolha do tenente-general por parte do ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, provocou a renúncia do segundo comandante-geral da GNR, José Caldeira.

    Ler mais: [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.]


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    Chaimite Pensada para a guerra, testada na revolução, esmifrada na paz
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    Foi um roncar poderoso, em esforço, que fez desaparecer o pacífico som dos pingos da chuva no meio das árvores naquela paisagem de verde intenso que emoldurava o vale onde repousa o franciscano Convento Montariol.

    O dia corria cinzento e chuvoso nos arredores da cidade de Braga. Nas traseiras do quartel do Regimento de Cavalaria 6, dois blindados verde-tropa irromperam pelo terreno a cuspir fumo branco com os corpos de três militares de pé a sair do casco, dançando perigosamente, enquanto as gigantescas rodas negociavam os solavancos do terreno. Quando finalmente estacaram, ao som do motor juntou-se o ruído metálico de uma escotilha que se escancarou para de lá sair um militar em corrida com duas estacas na mão. No topo das viaturas, outro militar acenava pausadamente, indicando onde as estacas deviam ser colocadas no terreno. Do interior do blindado, saía o cano de um morteiro, em posição de disparo. Seis homens repetiam em poucos segundos o ritual com que testavam a sua prontidão para a eventualidade de serem chamados a uma qualquer parte do hemisfério norte, missão actual do Esquadrão de Reconhecimento, numa escala para fazer parte da efectivo internacional da NATO Response Force.

    Mais acima no terreno um zumbido denunciava a presença de um outro blindado, ainda a cheirar a novo. Um sussurro perceptível apenas para os que se encontravam a escassos metros da imponente viatura, onde outros dois militares encaravam, concentrados, dois ecrãs de computador, ignorando os movimentos ruidosos das outras duas máquinas a mais de 100 metros.

    Foram as arestas laterais dos blindados no fundo da depressão a revelar a sua identidade. Quarenta anos depois da Revolução do 25 de Abril e 47 anos depois das primeiras encomendas, o Exército continua a utilizar Chaimites, os blindados de rodas que se tornaram num dos ícones do fim do Estado Novo. O regime que os construiu pouco tempo teve para deles tirar proveito. Foi a Revolução que o derrubou e mais tarde a democracia que lhe sucedeu que deu uso aos primeiros blindados desenhados, projectados e montados em Portugal. E que, ainda hoje, os faz rolar nos campos ao redor de Braga, mas também no Campo Militar de Santa Margarida e, além disso, a mais de 3500 quilómetros de distância, no Kosovo.

    A crise e as limitações orçamentais que pesam sobre o país podem fazer com que estes blindados ultrapassem os 50 anos de serviço. O número das modernas Pandur que foram chegando aos quartéis não são ainda suficientes para fazer das Chaimites peças de museu.

    Actualmente, nove estão ao serviço do contingente português destacado no Kosovo. Quinze fazem parte do efectivo bélico do Regimento de Cavalaria 6 de Braga. Cinco estão na Escola de Armas, em Mafra. E três estão na Direcção-Geral de Material do Exército. Restam 32 das 84 que o Exército recebeu da empresa portuguesa Bravia entre o final dos anos 60 e inícios da década seguinte.

    Não são já as mesmas que o major reformado Donas Botto fez ver a luz do dia nos arredores de Lisboa. Mas, ao longo de quase meio século, a sua história andou sempre a par dos atributos e vicissitudes do modo de ser português.

    Miguel Machado, com a autoridade concedida por anos dedicados à história do blindado, afirma-se convicto que noutros países o processo que levou à sua construção daria “um belo filme”. O seu contacto com as viaturas vem de longe. Da Bósnia, onde serviu como oficial no primeiro contingente militar português para aí enviado pelo Governo de António Guterres.

    A sua curiosidade levou-o aos arquivos do Exército. Foi aí que encontrou as primeiras referências a Donas Botto – que na altura se dedicava ao negócio do material militar – , desafiado pelo Exército a fabricar um blindado em Portugal, depois de o Governo norte-americano se ter recusado a vender ao Estado Novo 50 viaturas para transporte de pessoal.

    A solução encontrada foi copiar o modelo norte-americano chamado V100 Commando. “É a mesma coisa que qualquer país faz quando é alvo de um bloqueio”, explica Machado. Num dos seus artigos publicados em revistas militares, o oficial dá conta de que em 1967 chegava a Lisboa uma “misteriosa carga”, descarregada e transportada para as Oficinas Gerais de Material de Engenharia, em Belém. Eram um exemplar da V100 da Cadillac Gage. Em “segredo” aterrava na Portela um engenheiro-chefe e um operário especializado dessa empresa. Com ele trazia os “planos” do blindado. Nos bastidores, Donas Botto negociava no estrangeiro a aquisição de peças essenciais ao projecto. Depois do protótipo ter sido revelado ao Exército, os primeiros cascos começam a ser fabricados na Sorefame. O esforço de produção leva o empresário a comprar a totalidade do capital da VM, que construía tractores e camiões no Porto Alto. Em 1970, o Exército já tinha recebido 18 V200 Chaimite – que na realidade eram uma autêntica cópia das americanas Commando. As diferenças era mínimas e resultavam das limitações industriais de Portugal. “O casco da viatura da V100 é arredondado, sem soldaduras, a Chaimite era soldada”, explica Machado.

    O esquema não escapou às autoridades da superpotência, irritadas com o autêntico caso de espionagem industrial. “Donas Botto foi condenado à revelia e proibido de entrar nos EUA”, recorda Machado. O engenheiro Gerald Larson, quando regressa aos Estados Unidos, acaba condenado por “transferência de tecnologia”. O mesmo acontece a outro empresário norte-americano a quem Botto havia recorrido para obter peças. Em 1971, os jornais de Detroit davam conta de que um tal de Robert Marshall fora acusado de “vender material bélico proibido a Portugal”. “Diferenciais de motor” e “blocos de visão prismática”, ou seja, materiais para equipar as Chaimites.

    Por essa altura já as Chaimites rolavam em África. O tenente-coronel Ferreira, comandante do grupo de autometralhadoras do RC6, fez as contas ao PÚBLICO a partir dos arquivos de Exército. “Quatro na Guiné a partir de 1970, três em Moçambique a partir de 1972 e sete em Angola a partir de 1971.” Mas houve percalços nas primeiras provas. “Logo na primeira apresentação, na Guiné, na presença de Spínola, partiu-se um semi-eixo”, recorda Machado. Mas a principal razão para as Chaimites não terem chegado a África rapidamente e em força teve mais que ver com as dificuldades que a Bravia – empresa de Botto – teve em colocar fora da fábrica as 84 encomendas feitas em 1967 e 1968.

    Chegaram, no entanto, bem a tempo do mais importante acontecimento histórico da segunda metade do século XX português. Salgueiro Maia levava duas consigo quando rolou de Santarém para o Terreiro do Paço na madrugada de 25 de Abril de 1974.

    Uma delas, a Bula, ficou para a história. Foi no interior de uma Chaimite que o capitão de Abril colocou Marcello Caetano, ao evacuá-lo do Quartel do Carmo. “A Chaimite teve de ir lá dentro porque as pessoas estavam prontas para fazer o ajuste de contas”, recorda Carlos Beato, comandante do sexto grupo de combate que saiu com Salgueiro Maia da Escola Prática de Cavalaria e presidente da Câmara de Grândola até ao ano passado. A Bula está agora no Museu da Cavalaria, instalado no Quartel de Abrantes.

    O Verão Quente e o Processo Revolucionário em Curso (PREC) fizeram o resto para elevar o blindado ao estatuto de ícone da revolução. Andaram por todo o lado, nos papéis mais variados. Beato recorda-se de as usar em “momentos de tensão”: “Durante a reforma agrária, com a ocupação de herdades, de empresas, as Chaimites foram um dos equipamentos utilizados.”

    Arnaldo Cruz, que foi presidente da Autoridade Nacional de Protecção Civil até 2012 e naqueles anos estava no Regimento de Comandos, também se lembra do blindado. Não podia ser de outra forma, já que aquela tropa de elite acabou por ser a unidade que mais Chaimites teve nas suas fileiras: 52. Eram usadas para transporte de pessoal, mas não só.

    Foram recrutadas para o “reforço alargado no forte de Caxias”, quando era necessário “interditar algumas áreas”. Impunham-se pela sua presença: “O barulho dos motores mesmo em ponto morto assustava um pouco. Era mais pelo barulho dos motores do que pelo armamento.”

    Mas também fizeram parte de actividades mais pacíficas, como as “campanhas de divulgação e informação política”. Foi uma época diferente, lembra Arnaldo Cruz, em que os comandos iam até ao Sardoal para ajudar os agricultores “na apanha da azeitona”.

    Os anos 80 foram mais pacíficos. Permitiram, por exemplo, a reconversão de 81 Chaimites, ironicamente, na fábrica norte-americana de onde havia saído os planos que permitiram o seu fabrico. Entre 1985 e 1988, na Cadillac Gage e nas Oficinas do Exército, trocaram-se os motores a gasolina por outros a gasóleo, substituiu-se a caixa manual por uma automática e reforçaram-se os calcanhares de Aquiles das Chaimites, os semi-eixos. Algumas delas sofreram modificações mais extensas para se transformarem em porta-mísseis e porta-morteiros.

    Mas nem com esse upgrade estavam preparadas para a missão mais exigente que as esperava. Quando o Ocidente decidiu intervir nos Balcãs, Portugal seguiu os seus aliados. E assim seguiram para a Bósnia, em 1996, 26 Chaimites. “A época em que a Chaimite foi mais usada foi em 1996, na Bósnia”, assegura Machado. Milhares de quilómetros nas montanhas fazendo escoltas de comboios humanitários, transporte de altas entidades e feridos, missões de reconhecimento na neve.

    “Era uma viatura claramente desadequada para aquele teatro de operações. Foi um desenrascanço tipicamente português. Quando chegou a altura de partir para a Bósnia, o Exército não tinha blindados de rodas de transporte a não ser a Chaimite. Puseram-lhe um aquecimento rudimentar, uma chauffage da Iveco, creio, e lá vão elas”, diz Machado. Houve “duas tentativas de desenrascanço: a chauffage em 1996 e a cobertura para a condução”, reconhece o tenente-coronel Ferreira. Não tiveram grande sucesso, e quem pagou foi o soldado português que teve de as operar.

    Quando Portugal teve de enviar os jipes Humvee para a Força Nacional Destacada no Afeganistão, voltaram a ser usadas no Kosovo. Garantia do tenente-coronel Ferreira, que fez uma comissão na região em 2000. “As Chaimites saíam todos os dias, fizeram milhares de quilómetros”, recorda. Em missões de patrulhamento, acções de controlo de tumultos, montagem de postos de controlo, operações de cerco e busca para apreensão de armamento.

    Ainda por lá andam nove. Mas com os dias contados, uma vez que na última rotação seguiram também as suas sucessoras, as Pandur. “Comparado com a Chaimite é um avião, mas também basta acender uma luz vermelha e aquilo bloqueia”, brinca Machado. Mas a verdade, como diz o oficial da RC6, é que os novos blindados “fazem coisas que a Chaimite não pode fazer”. Computação, visão nocturna e armamento do século XXI.

    O habitat interior mostra de que mundos diferentes vieram as duas máquinas. O espaço acanhado, ruidoso, abafado e metálico da Chaimite é muito diferente do habitáculo sussurante, climatizado e de assentos individuais almofadados da Pandur.

    Mais tarde ou cedo acontecerá às Chaimites que restam o que sucedeu já à maioria. Afinal, a cada ano que passa é mais difícil encontrar sobresselentes, os sistemas hidráulicos já falham e os travões já não garantem toda a segurança. Acabarão “desmilitarizadas”, ou seja, estripadas do seu material classificado, de rádios, armamentos e dísticos por forma a transformá-las “num bocado de chapa com rodas”.

    Mas não será para já. Porque o modelo porta-morteiro da Pandur ficou a apanhar pó num armazém, nos acabamentos finais, quando o Estado português denunciou o contrato com a Steyr. Até que esse imbróglio se resolva, se, entretanto, a NATO tiver de agir num qualquer canto do hemisfério e chamar o efectivo português, assim seguirão, mais uma vez as Chaimites com os soldados portugueses ao som do seu rugido imponente, colorido pelos vapores dos anos históricos do século XX. (Público)
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    Promoções Forças Armadas 2014


    Despacho n.º 5453-A/2014
    Ministérios das Finanças e da Defesa Nacional - Gabinetes da Ministra de Estado e das Finanças e do Ministro da Defesa Nacional
    Promoções dos Militares das Forças Armadas para 2014 

    Despacho n.º 5453-B/2014
    Ministérios das Finanças e da Defesa Nacional - Gabinetes da Ministra de Estado e das Finanças e do Ministro da Defesa Nacional
    Promoções do pessoal da Polícia Marítima para 2014

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    Keeping the NSA in Perspective



    By George Friedman



    Editor's Note: The following Geopolitical Weekly originally ran in July 2013. We repost it today in light of the April 21 awarding of the 2014 Pulitzer Prize for public service to The Washington Post and The Guardian US for their reporting on the National Security Agency's large-scale surveillance programs. 



    In June 1942, the bulk of the Japanese fleet sailed to seize the Island of Midway. Had Midway fallen, Pearl Harbor would have been at risk and U.S. submarines, unable to refuel at Midway, would have been much less effective. Most of all, the Japanese wanted to surprise the Americans and draw them into a naval battle they couldn't win. 



    The Japanese fleet was vast. The Americans had two carriers intact in addition to one that was badly damaged. The United States had only one advantage: It had broken Japan's naval code and thus knew a great deal of the country's battle plan. In large part because of this cryptologic advantage, a handful of American ships devastated the Japanese fleet and changed the balance of power in the Pacific permanently. Read more »

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    EUROPA: ILUSÕES E REALIDADE
    Posted: 21 Apr 2014 06:33 AM PDT
    // // // ]]>   Dois textos lúcidos e certeiros sobre a crise estrutural da Europa, publicados na semana passada na imprensa portuguesa (coisa raríssima que merece, portanto, ser assinalada!). Autores: Jorge Nascimento Rodrigues (no Expresso) e Manuel Amaral (no Correio da Manhã). Leituras imprescindíveis que aqui se registam.   Bolha na dívida dos periféricos [...]
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    Argélia Elege Um Moribundo
    Posted: 21 Apr 2014 06:26 AM PDT
    // // // ]]> Presidente Bouteflika, candidato quase moribundo à sua própria sucessão, foi declarado vencedor das recentes “presidenciais”. A nomenklatura argelina fez reeleger um homem, que não está sequer em condições de se manter de pé, num momento em que todos os indicadores económicos do país estão no vermelho. Esta reeleição não resolve nada… [...]
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    Ofensiva Alemã em África
    Posted: 21 Apr 2014 06:20 AM PDT
    // // // ]]> A Agência alemã para a Cooperação tornou-se o vector da diplomacia mineira de Berlim em África. A “agência” utiliza um argumentário de “transparência” para impor a sua influência e ganhar força e posições junto dos conselhos de administração dos sectores e segmentos que visa como alvos. A Alemanha procura recuperar atrasos [...]
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    A Guerra da Sucessão Já Tem Vencedor…?
    Posted: 21 Apr 2014 06:18 AM PDT
    // // // ]]> Ricardo Salgado marca pontos e parece ter ganho a guerra da sucessão no BES. Depois de, ainda em Março, o Expresso ter voltado ao ataque com uma estória sobre vulnerabilidades do banco a uma OPA e ter relançado o tema da “sucessão”, Ricardo Salgado desencadeou uma contra-ofensiva interna só concebível e [...]
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    China Credit Crunch
    Posted: 21 Apr 2014 06:12 AM PDT
    // // // ]]> Alerta de uma das nossas melhores f.b.i. (fontes bem informadas)… Para o nosso “americano voador”, Simon Black, há já no horizonte chinês um “credit crunch”. Li Ka-Shing, o homem mais rico da Ásia e senhor de uma imensa fortuna na China, parece partilhar a opinião do Simon e… está a vender [...]
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    Alargar a Lusofonia
    Posted: 21 Apr 2014 06:11 AM PDT
    // // // ]]> Depois da próxima adesão da Guiné Equatorial, a CPLP vai entrar numa nova fase de alargamento. Tendo já integrado todos os Estados Lusófonos, a organização vai integrar Regiões. Macau e a Galiza são os processos de adesão mais adiantados. // // // ]]>
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    A Europa É Rica…
    Posted: 21 Apr 2014 06:10 AM PDT
    // // // ]]> “A Europa é rica, muito rica, a dívida soberana da Europa representa apenas uma pequena parte dessa riqueza patrimonial, mas as nossas instituições são disfuncionais.” A afirmação, muito bem fundamentada, é de Thomas Piketty, autor de “Capital in the Twenty-First Century”, na Harvard University Press, e integra um discurso que destrói [...]
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    “Nem Um Soldado Para a Ucrânia…”
    Posted: 21 Apr 2014 06:08 AM PDT
    // // // ]]>   A crise pode estar a destruir o País que somos mas não fez ainda os Portugueses perderem a memória e o tradicional sentido de humor… Só assim se explica que circule por aí que Durão Barroso foi visto, no aeroporto de Bruxelas, à frente de um pequeno grupo de manifestantes [...]
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    Pretensões Imperiais…
    Posted: 21 Apr 2014 06:05 AM PDT
    // // // ]]>     “A Alemanha e a França podem ser os chefes-de-fila da aliança europeia com África, como o são na Europa”. Mensagem explicita de Angela Merkel e François Hollande aos chefes de Estado africanos reunidos na cimeira euro-africana de Bruxelas, durante a qual foi repetidamente invocado um “partenariado entre iguais”… Afinal, [...]
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